quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Memórias Da Minha Infância

Chegado da escola cansado e um bocado farto da rotina, decido ir à gaveta do fundo e retirar de dentro dela um album de fotografias... 'As memórias da minha infância'.

Recordo aqueles tempos com saudade... Sem qualquer tipo de responsabilidade, criança ingénua e feliz.

Infância passada cheia de sorrisos que hoje recordo com saudade... Sorrisos sinceros e ingénuos com amigos que se diziam para a vida mas que entretanto lhes perdi o rasto.
Quando somos mais novos, achamos que a vida é injusta, aqueles tpc's depois do almoço 'roubavam' minutos importantes ao tempo de brincadeira, mas hoje percebo que aquilo sim... Eram tempos preciosos dos quais nunca devia querer ter abdicado.

Enquanto criança, invejava os outros por terem aquilo que eu não podia ter... Era perfeitamente normal e hoje percebi que sem ter nada material, tive tudo do melhor que pudia ter vindo da minha familia. Não tive muitos bens materiais caros e 'da moda'... Mas sempre tive uma familia que me ensinou a dar valor ao que realmente importa e que me fez o rapaz que sou hoje... Sinceramente, até me preocupo com coisas que não seria normal preocupar-me com a minha idade.

É verdade... que muitas vezes achei a minha avó uma chata por me dar aqueles longos 'sermões' sobre religião... Eram e ainda são raras as vezes que a vejo mas o 'sermão' nunca falhava. Mas era sempre com amor que estava com ela e que a ouvia com a maior das paciências.

Apesar de os grupos de amigos por vezes não serem as melhores companhias, aprendi com os meus erros e com os deles.

Foi uma infância feliz e cheia de momentos determinantes que ajudaram a fazer o que sou hoje.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

'Poema em Linha Recta' - Álvaro de Campos

Já conheço o dito poema há algum tempo... Hoje tive oportunidade de o ler na aula de Lingua Portuguesa. Seguido do poema vai um video com um excerto da interpretação do poema (feita pelo pacman) que achei achei engraçada.


'Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.


E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.


Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...


Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,


Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?


Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?


Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.'



Foto Blog

Nos ultimos dias têm faltado palavras para escrever... E na falta de palavras vêm as imagens.

Aqui vão algumas fotos tiradas por mim sem quaisquer efeitos adicionados... Tudo 'ao natural' :










Mesquinhice (?)


Faz-me confusão...

Faz-me confusão olhar para a minha geração e ver como está formatada, cega e enganada quanto à vida.

Facilitismos e consumismo desnecessário em larga escala, é isso que vejo quando olho à minha volta.

Quando escrevo sobre isto, muitos normalmente me chamam estranho, mesquinho e que não me devia preocupar com tal coisa. Mas a verdade é que para mim é impossivel.


É com orgulho que digo que não consumo desnecessáriamente nem desperdiço o que tenho.


Arranjem a vossa DEFINIÇÃO DE NECESSIDADE: (a imagem a seguir pode chocar os mais 'sensiveis')



O Primeiro Passo.



Ad Corpus... Latim para o Português por inteiro.


É o meu novo blog e depois de tanta mudança espero que este seja o definitivo onde vou escrever tudo o que me der na real gana, sem papas na lingua.

Muito vai aparecer por aqui, vivências, reflexões, pensamentos e até textos sem qualquer tipo de sentido que hão de aparecer quando a minha cabeça estiver incapaz de escrever alguma coisa sem qualquer ponta de sentido.

Esperem para ler.