terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Livremente

Livremente, de repente, espontâneamente e abertamente,

É deste maneira que começo a escrita quase sempre com um motivo mais muitas vezes sem motivo algum.
Hoje escrevo sobre o que me aptece... Posso escrever sobre Luther que me inspira todas as noites enquanto oiço uma aberração cujo o refrão não passa de Smoother. Posso escrever sobre o Tim, o Inglês que é agora o melhor do mundo no que faz mas não consigo dele porque naquele dia olhou para mim de lado e eu não gostei do que ele fez.
Podia refilar com o Chris porque nunca mais mete nada no blogue, mas ao menos tem um blogue de jeito, não é como o meu que parece que nasceu com defeito.
Podia falar do Che que também é influência mas não me aptece porque quando começo apresento uma forte tendência para escrever demais e não dizer nada, tal como estou estou a fazer com este post.

Podia falar de revolução...

(agora é que isto aquece)

Mas não vale a pena porque esta gente à minha volta tende a viver de joelhos e de olhos e nariz bem fechados... Sim porque este mundo já cheira a MERDA à muito tempo.

Podia desabafar e dizer que ainda não estudei matemática o suficiente mas este é o unico momento em que eu acredito na profecia e na tradição... Começo com notas baixas mas sei que em Junho o 10 vai estar na pauta.

Podia refilar com o tempo, mas tá de chuva e eu não mando nisso.

Posso falar agora que estou farto de ouvir na TV falar do tratado de Lisboa... Pah preocupem-se com o verdadeiros problemas.

Podia também agoa refilar com o ZP que não para de falar comigo no messneger sobre os seus relacionamentos, mas pronto um gajo é irmão para isso.

Espera, afinal está a mandar-me clips de Beatbox (já chega).

Podia falar de um situação que me deixou completamente à toa, mas não dá... eu acho que há demasiada gente que vai ler isto e não quero que se saiba.

Posso dizer que depois de me deitar às 4 da manhã hoje às 9 já estava de pé pronto a ir para o sótão treinar com o meu pai e com o JP.

Posso dizer que acabei de ter a consciência que isto se está a tornar completamente secante e que não passa de um texto mal estruturado, com tentativas de rimas completamente ridiculas e um completo atentado à Lingua Portuguesa .

Que se Lixe


Beijinhos


PS. Para acabar um post de merda cá está uma foto de merda:

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Desespero.

Estava perdido, completamente perdido no meio do oceano... Cansado de tentar manter-me à superficie e numa respiração ofegante, comecei a perder forças e a ir ao fundo.

Quando começo a perder a consciência de onde estou, num misto de confusão e desespero, sinto a tua mão a tocar na minha numa tentativa de me puxar de novo para a superficie. Por momentos acordei e sabendo que só tu, com a tua força não conseguias, tentei colaborar e estávamos a conseguir, mesmo sem ar, um sorriso inundou a minha cara e finalmente respirei e senti-me livre e muito, mas muito feliz.

A felicidade durou pouco e passado algumas horas sentia-te a largar-me lentamente e eu estava a afundar-me de novo. Largaste-me de uma maneira bruta e sem qualquer tipo de remorso, o que me deixou novamente aflito, lá no fundo, sozinho a desesperar.

Outra mão apareceu e manteu a minha esperança, até ter força para me aguentar novamente sozinho, mas sei que esta segunda mão vai estar sempre lá, sempre que eu perder as forças.

Não te condeno por seres uma pessoa ainda mais fraca que eu... Precisas de passar pelo pior ainda, para me conseguires agarrar...

Agora estou autónomo de novo, a caminho da minha ilha deserta.

domingo, 1 de novembro de 2009

Futuro (?)


Tenho alturas em que dou por mim a perguntar como será o futuro... Não por curiosidade, mas apenas por medo do que aí vem.
No presente, a vida não está fácil e apesar de toda a gente se queixar, noto que são poucos aqueles que o sentem na pele e que sabem do que realmente estão a falar.
Preocupa-me olhar para a minha geração e ver que muito pouca gente anda de olhos abertos e poucos são aqueles que os querem abrir para perceber o que se passa e o que se pode vir a passar, tenho medo que a minha geração queira continuar a viver num estado de ignorância e ingenuidade fingindo não se preocupar com os problemas.
Gostava que todos se preocupassem com os problemas que existissem e que não vivessem 'formatados' neste mundo.

Muitos são os factores que penso serem a causa deste descalabro que aqui anda... A informação sobre a sociedade, economia, saúde e o mundo no geral chega até nós altamente filtrada através dos meios de comunicação social, televisões, rádio, jornais... Sendo hoje em dia na minha opinião a Internet que é a fonte de informação mais segura e fiel à realidade pois ninguém consegue controlar, quanto mais filtrar, o fluxo ENORME de informação que circula pela rede. Mas a Internet tem os seus contras... Estamos a toda a hora a ser bombardeados com apelos ao consumismo em larga escala e a ser enganados por anuncios aliciantes e 'oportunidades unicas' .

Só esperava que as pessoas tivessem alguma consciência disso e que os jovens não utilizassem apenas a internet como passatempo e divertimento, mas para pesquisarem e ACORDAREM para os inúmeros problemas de hoje em dia.

Falei há pouco do consumismo... Tenho pena que os adolescentes sejam altamente consumistas de bens desnecessários, estoirando literalmente o dinheiro que os pais se 'matam' para ganhar.

Alcool e Drogas... Faz-me confusão ver a quantidade de dinheiro que é gasta nestes dois tipos de substância que de saudável não têm nada.

Não estou aqui a escrever para dar lições de moral a alguém... Estou a escrever porque eu tento ter plena consciência do que se passa e embora saiba que não tenho o conhecimento absoluto sobre tudo (até porque isso é impossivel) tenho fazer a minha parte para fazer parte de uma onda, ainda pequena, de mudança que espero que venha a crescer no FUTURO.


Por favor, não se deixem manipular.

Mantenham o vosso 'EU' aberto.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Memórias Da Minha Infância

Chegado da escola cansado e um bocado farto da rotina, decido ir à gaveta do fundo e retirar de dentro dela um album de fotografias... 'As memórias da minha infância'.

Recordo aqueles tempos com saudade... Sem qualquer tipo de responsabilidade, criança ingénua e feliz.

Infância passada cheia de sorrisos que hoje recordo com saudade... Sorrisos sinceros e ingénuos com amigos que se diziam para a vida mas que entretanto lhes perdi o rasto.
Quando somos mais novos, achamos que a vida é injusta, aqueles tpc's depois do almoço 'roubavam' minutos importantes ao tempo de brincadeira, mas hoje percebo que aquilo sim... Eram tempos preciosos dos quais nunca devia querer ter abdicado.

Enquanto criança, invejava os outros por terem aquilo que eu não podia ter... Era perfeitamente normal e hoje percebi que sem ter nada material, tive tudo do melhor que pudia ter vindo da minha familia. Não tive muitos bens materiais caros e 'da moda'... Mas sempre tive uma familia que me ensinou a dar valor ao que realmente importa e que me fez o rapaz que sou hoje... Sinceramente, até me preocupo com coisas que não seria normal preocupar-me com a minha idade.

É verdade... que muitas vezes achei a minha avó uma chata por me dar aqueles longos 'sermões' sobre religião... Eram e ainda são raras as vezes que a vejo mas o 'sermão' nunca falhava. Mas era sempre com amor que estava com ela e que a ouvia com a maior das paciências.

Apesar de os grupos de amigos por vezes não serem as melhores companhias, aprendi com os meus erros e com os deles.

Foi uma infância feliz e cheia de momentos determinantes que ajudaram a fazer o que sou hoje.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

'Poema em Linha Recta' - Álvaro de Campos

Já conheço o dito poema há algum tempo... Hoje tive oportunidade de o ler na aula de Lingua Portuguesa. Seguido do poema vai um video com um excerto da interpretação do poema (feita pelo pacman) que achei achei engraçada.


'Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.


E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.


Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...


Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,


Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?


Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?


Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.'



Foto Blog

Nos ultimos dias têm faltado palavras para escrever... E na falta de palavras vêm as imagens.

Aqui vão algumas fotos tiradas por mim sem quaisquer efeitos adicionados... Tudo 'ao natural' :










Mesquinhice (?)


Faz-me confusão...

Faz-me confusão olhar para a minha geração e ver como está formatada, cega e enganada quanto à vida.

Facilitismos e consumismo desnecessário em larga escala, é isso que vejo quando olho à minha volta.

Quando escrevo sobre isto, muitos normalmente me chamam estranho, mesquinho e que não me devia preocupar com tal coisa. Mas a verdade é que para mim é impossivel.


É com orgulho que digo que não consumo desnecessáriamente nem desperdiço o que tenho.


Arranjem a vossa DEFINIÇÃO DE NECESSIDADE: (a imagem a seguir pode chocar os mais 'sensiveis')



O Primeiro Passo.



Ad Corpus... Latim para o Português por inteiro.


É o meu novo blog e depois de tanta mudança espero que este seja o definitivo onde vou escrever tudo o que me der na real gana, sem papas na lingua.

Muito vai aparecer por aqui, vivências, reflexões, pensamentos e até textos sem qualquer tipo de sentido que hão de aparecer quando a minha cabeça estiver incapaz de escrever alguma coisa sem qualquer ponta de sentido.

Esperem para ler.